O recente encontro entre o presidente brasileiro, Lula, e o presidente americano, Trump, ocorrido durante a cúpula da ASEAN, trouxe imagens de cordialidade — sorrisos, cumprimentos, apertos de mão. 
Mas sob a superfície das fotos, o cenário da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos permanece tenso.
Durante a conversa, o Brasil solicitou a suspensão das tarifas impostas pelos EUA enquanto se desenrolam as negociações.  Os Estados Unidos, por sua vez, embora tenham dito que iniciarão o diálogo técnico, mantêm tarifas elevadas — entre elas, uma letra-chave : produtos brasileiros estão sujeitos a sobretaxas de até 50% sobre determinadas categorias.
Essas tarifas têm impactos concretos. Um levantamento revela que as exportações brasileiras de produtos afetados pelas sobretaxas americanas caíram 22% em agosto de 2025 em comparação com agosto de 2024. 
Embora nem todos os produtos brasileiros sejam alvo das tarifas mais duras, essa queda expressiva indica que o Brasil já sente o efeito da escalada tarifária.
Na prática, nenhuma redução concreta das tarifas foi anunciada, e a próxima reunião técnica entre as equipes dos dois países ainda sofre adiamentos. Esse cenário evidencia que a diplomacia visual não basta quando a balança comercial e empregos no setor exportador são impactados.


