Dragão na COP30: Quando Símbolos Nunca São Casuais — Arte,Ataque à Cultura Cristã, ou Gesto Político?

A exposição da escultura apresentada na COP30 me chamou atenção sobre o seu uso, neste evento, que todos já sabemos que foi um verdadeiro fracasso. Oficialmente, a obra representa um dragão — símbolo tradicional da China — unido à onça-pintada, ícone brasileiro, formando uma figura apresentada como “protetora da floresta tropical”.

Mas, um presente enviado para um país onde parte do público é conservador e cristão, a escolha não passou despercebida. No imaginário bíblico, especialmente em Apocalipse 12:9, o dragão é descrito como “o grande enganador do mundo”, representação associada ao mal na tradição cristã.

Diante disso, me questiono: até que ponto um símbolo como esse, exibido com destaque em um evento global sediado no Brasil, não fere a sensibilidade religiosa da maioria cristã do país? E qual direcionamento político a China quis nos passar?

No país asiático, o dragão representa sorte, força, nobreza e sabedoria – valores celebrados há milênios. Qual imponência a China quis transmitir para os brasileiros e para o resto do mundo?

Se especialistas dizem que símbolos carregam códigos, narrativas, intenções, comunicados, significados — e nunca são escolhidos por acaso — resta o questionamento central: quem decide quais imagens falam pelo Brasil no palco internacional e quais valores elas carregam?

Imagens provocam, geram impacto e transmitem mensagens que vão além da estética. O envio da obra por um país como a China, com interesses no território brasileiro não seria um gesto político e ideológico, e não apenas artístico? E o Brasil ter aceitado e usado como símbolo da COP30 transmitiu qual recado?

A pergunta permanece aberta: afinal, qual a mensagem implícita na exibição desse dragão?

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