Sem viagem, sem login e sem perícia: defesa de Filipe Martins contesta prisão determinada por Moraes

A defesa de Filipe Martins afirma que a prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não se sustenta em provas técnicas. Documentos oficiais de logs do LinkedIn, fornecidos pela Microsoft, indicariam que não houve qualquer acesso à conta atribuído a Martins na data usada para justificar a medida.

Segundo os advogados, a decisão judicial teria se baseado em um e-mail considerado suspeito, sem perícia técnica conclusiva e sem comprovação de login por parte do investigado. A defesa sustenta que Martins já havia sido alvo de outra prisão fundamentada em uma viagem que não ocorreu e que, agora, estaria preso por um acesso que também não aconteceu.

Os registros técnicos apresentados apontam que o último login legítimo ocorreu em 2024, e que o acesso registrado em 2026 foi realizado exclusivamente pela própria defesa, com o objetivo de produzir prova técnica, quando Filipe Martins já se encontrava preso. Para os advogados, o caso configura antecipação de pena, e não medida cautelar.

Veja aqui o texto técnico da Microsoft/Linkedin:

“A partir desses logs oficiais, verifica-se, com precisão objetiva, que o último login foi registrado no ano de 2024, ocorrido em 13/09/2024, às 05:19:19 (UTC), o que corresponde a 13/09/2024, às 02:19:19 (horário de Brasília/Curitiba – UTC-3), associado ao IP 146.70.183.190 e a agente de acesso compatível com uso de aplicativo em ambiente Android.

O acesso de 04/01/2026 que consta logo abaixo é o acesso feito pela Defesa Técnica agora, para comprovar isso (o réu já está preso).”

Registros listados nos logs:
• 13/09/2024 – 05:19:19 (UTC): IP 146.70.183.190 – acesso via aplicativo LinkedIn Android
• 04/01/2026 – 18:16:05 (UTC): acesso realizado pela defesa técnica.

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