O Conselho Federal de Medicina (CFM) acaba de tomar uma decisão histórica e humanitária: a autarquia decidiu intervir para garantir que o ex-presidente Jair Bolsonaro não seja vítima de omissão ou cuidados insuficientes.
Diante de denúncias alarmantes de que a saúde do ex-mandatário estaria sendo negligenciada — em meio a crises agudas, quedas e complicações cirúrgicas — o Conselho deu um basta e exigiu a apuração imediata dos fatos.
A medida é uma vitória para o direito do paciente. O CFM não apenas determinou a abertura de uma sindicância para investigar possíveis falhas, como também reforçou que o Estado brasileiro tem a obrigação de fornecer assistência multidisciplinar de alta complexidade para evitar o pior. É a ética médica se sobrepondo a qualquer questão política para salvar uma vida em risco.
Confira a Nota à Sociedade na íntegra:
NOTA À SOCIEDADE
O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.
O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.
Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência.
O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade.
Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos.
Brasília, 7 de janeiro de 2026.
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA
A vida e a saúde acima de tudo: o CFM deixa claro que nenhum paciente pode ser abandonado à própria sorte, especialmente em quadros de tamanha gravidade.



