Tuberculose ainda desafia o Brasil e exige diagnóstico precoce

O Brasil realiza a Semana Nacional de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose, um período voltado à conscientização sobre a doença, que ainda representa um importante problema de saúde pública no país. Apesar de ser antiga e ter tratamento eficaz, a tuberculose continua registrando milhares de casos todos os anos. O principal desafio, segundo especialistas, está no diagnóstico precoce e na adesão ao tratamento.

A médica pneumologista e professora da Afya Paraíba, Gerlânia Simplício, destaca que um dos maiores entraves é identificar rapidamente os pacientes com sintomas respiratórios. “Os principais desafios são a realização precoce dos exames dos pacientes sintomáticos respiratórios, para reduzir a transmissibilidade, e também diminuir a interrupção dos tratamentos por motivos sociais e ligados à história de vida dos pacientes”, explica Gêrlania.

Ela também reforça a importância da supervisão do uso correto da medicação para reduzir casos graves e mortes pela doença.

Sintomas exigem atenção

A tuberculose pode começar de forma silenciosa, mas alguns sinais são claros e precisam acender o alerta.

Entre os principais sintomas estão:

Tosse por mais de três semanas
Febre no período da tarde (vespertina)
Suor noturno
Perda de peso sem explicação

“Com esses sintomas, é fundamental buscar um serviço de saúde para diagnóstico precoce”, orienta a especialista.

Tratamento é gratuito e tem cura

Um ponto importante — e ainda pouco conhecido — é que a tuberculose tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.

O processo dura, em média, seis meses e exige disciplina do paciente.

“O tratamento é contínuo, com medicamentos bactericidas e esterilizantes, que promovem a cura completa. Eles estão disponíveis nas unidades básicas de saúde”, destaca.

Interromper o tratamento antes do tempo recomendado, no entanto, pode trazer consequências graves.

“O risco é o surgimento de bactérias resistentes, formas crônicas da doença, complicações e até aumento do risco de óbito”, alerta.

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