Parlamentar suplica que Veneziano e Daniella votem pela soltura de 20 presos do 8 de janeiro, muitos idosos e doentes, em nome da dignidade humana
Durante discurso nesta quarta-feira (7), na tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa, e também em entrevista concedida à rádio Tambaú FM no programa Conexão Tambaú, a vereadora Eliza Virgínia fez um apelo contundente aos dois senadores da Paraíba que ainda não votaram favoravelmente à anistia dos presos do 8 de janeiro: Veneziano Vital do Rêgo e Daniella Ribeiro.
“Esqueçam a questão partidária. Votem pela questão humanitária!”, pediu Eliza em tom emocionado. Para a vereadora, há uma omissão clara por parte do Senado Federal diante do que ela considera prisões arbitrárias e desproporcionais — incluindo idosos, doentes e responsáveis por menores de idade.
“Quem pode mais, pode menos. Os senadores estão sendo omissos diante dessas prisões, inclusive de pessoas com doenças graves e limitações de idade”, alertou Eliza Virgínia.
Segundo a vereadora, a oposição não está pedindo impunidade, mas sim a soltura humanitária de 20 presos que se encontram em situações delicadas de saúde ou vulnerabilidade social. Entre os detentos, há idosos, pais ou responsáveis por crianças, além de pessoas diagnosticadas com câncer, pancreatite, epilepsia, hipertensão grave, entre outros problemas sérios.
Anistia humanitária: uma pauta além da política
O apelo de Eliza se junta a um movimento crescente de parlamentares e entidades civis que denunciam o uso excessivo da prisão preventiva e cobram o respeito aos princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana e a presunção de inocência.
A anistia dos presos do 8 de janeiro é um tema polêmico, que divide opiniões no Congresso Nacional. No entanto, a vereadora paraibana argumenta que a avaliação do caso dos 20 presos citados deveria ultrapassar as barreiras ideológicas, por envolver questões básicas de humanidade e saúde pública.
“Não se trata de política, e sim de compaixão. Esses presos não representam risco à sociedade e estão sendo submetidos a um sofrimento desnecessário. Precisam de liberdade para se tratarem, para cuidarem de seus filhos, para viverem com dignidade”, reforçou.


