Direita assume protagonismo eleitoral na Europa: França, Reino Unido e Alemanha registram virada histórica

Movimentos conservadores superam partidos tradicionais impulsionados por insatisfação com imigração, desgaste econômico e críticas à censura no debate público.

Pela primeira vez na história recente, partidos e lideranças de direita aparecem à frente nas intenções de voto das três maiores economias da Europa — França, Reino Unido e Alemanha. O cenário, descrito por analistas internacionais como inédito, reflete uma conjunção de fatores: crise econômica prolongada, pressões sociais ligadas à imigração e um sentimento de rejeição às estruturas políticas tradicionais.

Na França, o Rally Nacional, sob a liderança de Jordan Bardella, lidera as pesquisas e amplia vantagem sobre os rivais. No Reino Unido, o partido Reform UK, de Nigel Farage, já ultrapassa tanto conservadores quanto trabalhistas, redesenhando o quadro eleitoral britânico. Já na Alemanha, a Alternativa para a Alemanha (AfD) figura à frente da CDU/CSU, partidos que dominaram a política alemã por décadas.

Além da pauta econômica e migratória, cresce a percepção de que o controle do discurso público, seja por restrições em plataformas digitais ou pela chamada “cultura do cancelamento”, tem alimentado a reação popular contra partidos tradicionais. A liberdade de expressão tem se tornado um trunfo estratégico da nova direita.

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