Falta de fiscalização de bebidas após veto, de Zanin, ao Sicobe expõe risco de intoxicação por metanol

A polêmica ganhou força após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender em abril decisões que determinavam o retorno do Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas). O programa, criado pela Receita Federal em 2007 e desativado em 2016, previa a instalação de equipamentos para monitorar a fabricação de cervejas, refrigerantes e águas, garantindo maior controle tributário e sanitário.

Segundo o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas, análises laboratoriais confirmaram a presença de metanol nas amostras de bebidas consumidas pelas vítimas. O álcool metílico é extremamente tóxico e pode causar cegueira, danos neurológicos irreversíveis e morte.

Para especialistas, a ausência de mecanismos de fiscalização como o Sicobe amplia o risco de circulação de produtos adulterados e compromete tanto a saúde pública.

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