Lula ironiza, Janja silencia e o feminismo some: o Nobel que desmascarou a coerência seletiva

Filtro ideológico: por que María Corina não foi celebrada?”

A líder venezuelana María Corina Machado recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2025 por sua luta contra a ditadura de Nicolás Maduro. Uma mulher que enfrentou perseguição, censura e a cassação de seus direitos políticos. Deveria ser celebrada como símbolo de coragem feminina e resistência democrática. Mas não foi.

Em vez de aplausos, veio o silêncio da esquerda e do feminismo institucional.
E, pior, a ironia do presidente Lula, que disse — segundo reportagem da Veja —:

“Fui impedido de concorrer em 2018 e, ao invés de ficar chorando, indiquei outro candidato.”

A frase foi um deboche. E revela o que muitos já percebem: para parte da esquerda latino-americana, a defesa da democracia e das mulheres tem lado.
Quando a opressora é uma ditadura de esquerda, o discurso muda.
Quando a mulher é liberal e não se encaixa no figurino “progressista”, o feminismo se cala.

Onde estão Janja e as artistas que dizem lutar por mulheres fortes?
Por que não celebram uma mulher que enfrentou um homem ditador e lutou pela liberdade de um país inteiro?

O Nobel de María Corina Machado é mais que um prêmio — é um espelho.
Ele mostra quem realmente defende a liberdade e quem apenas a usa como bandeira política.

O silêncio de parte da esquerda e do feminismo revelam o que muitos já suspeitavam: a empatia, quando ideológica, perde a nobreza e vira conveniência.

A coerência democrática, ao contrário, é simples — e eterna:
quem defende a liberdade não escolhe lado, escolhe princípios.

Corina não chorou. Resistiu. E venceu!

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