Quando o Vinhedo Alteza produziu a sua primeira safra em Bananeiras, muita gente achou curioso. Vinho no Brejo Paraibano? O curioso virou produto, o produto virou experiência e a experiência virou negócio, com agrônomo próprio, degustação guiada, identidade visual sofisticada e um público disposto a vir de fora do estado, especificamente, para sentar à mesa e ouvir a história que nenhum vinho do Sul consegue contar.
Enoturismo sozinho é nicho. O que transforma nicho em destino é a fusão. Bananeiras tem todos os ingredientes: clima de 18 graus, gastronomia com identidade própria, hospedagem de luxo em condomínios com aluguel por temporada, guias, empresas de trilha e agências de receptivo. Cada negócio existe. Cada um opera sozinho. Nenhum ainda percebeu que juntos valem muito mais.
Tracei um ecossistema turístico que pode rodar o ano inteiro no Brejo Paraibano – inclusive nos meses de outubro a fevereiro, quando o território historicamente perde visitantes.
O turista que vem por vinho gasta mais, fica mais tempo, volta e indica. E esse perfil não escolhe destino por preço, mas sim por por experiência. Bananeiras tem o produto. O que ainda falta é articulação estratégica entre os players certos.
Importante frisar: territórios que dominam uma experiência única não competem por preço porque eles definem o próprio mercado. O Brejo está nesse ponto de inflexão. O Vinhedo Alteza abriu o caminho. O Qualifica Turismo Paraíba sinalizou que o Governo Federal enxerga potencial aqui. Falta a articulação entre os players para que o potencial se converta em novos negócios.


