“A minha política é misturada com meus princípios cristãos”

Vereadora Eliza Virgínia destaca o projeto “Não aborte, doe!” e a Lei Anti-Neiff (Lei 15.709/2025) como reflexos de sua atuação parlamentar.

Em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (4) à jornalista Sandra Macêdo, na rádio CÉU FM (Sistema Correio), a vereadora Eliza Virgínia abordou um dos temas mais debatidos na esfera pública contemporânea: a interseção entre política e religião. Sem hesitar, a parlamentar afirmou que sua atuação é indissociável de sua fé.

Fé como Bússola Política

Ao ser questionada sobre a influência religiosa em seu mandato, a vereadora foi categórica: ”A minha política é misturada com meus princípios cristãos”. Segundo Eliza, suas decisões legislativas e posicionamentos são pautados pelos valores e ensinamentos contidos na Bíblia.

Para ilustrar sua visão, ela traçou um paralelo com a figura bíblica de Débora, descrita nas Escrituras como profetisa e líder militar/política:

“Vejamos a Débora, que recebia instruções diretas de Deus para resolver conflitos e libertar o povo de Israel. Sua trajetória demonstra que o papel da mulher norteada por valores cristãos é fundamental para a resolução de conflitos internos e externos”, pontuou.

Iniciativas em Destaque

Durante a entrevista, a vereadora citou dois marcos de sua atuação que, segundo ela, nasceram diretamente de suas convicções cristãs:

  • Projeto “Não aborte, doe!”: Uma iniciativa que oferece suporte psicológico e jurídico para gestantes, incentivando a entrega legal para adoção em vez da interrupção da gravidez.
  • ⁠Lei Anti-Neiff (Lei 15.709/2025): A lei proíbe o patrocínio público a eventos que façam apologia à violência contra a mulher ou contenham pornografia.

Combate à “Violência Artística”

Sobre a Lei 15.709/2025, Eliza reforçou que o respeito à dignidade feminina é um preceito bíblico. Ela criticou o que chama de normalização da violência através da cultura:

“A mulher não pode ter sua imagem denegrida através de letras de músicas e danças com conotações depreciativas. Devemos dizer não à violência artística que vem normalizando a violência contra a mulher em nossa cultura”, concluiu.

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