A maior parte dos aumentos recai sobre o setor produtivo, elevando preços e refletindo diretamente no bolso do consumidor via inflação e menor oferta de empregos.
Em 2025, o brasileiro médio precisará dedicar 151 dias de trabalho exclusivamente para pagar tributos — dois dias a mais do que o previsto antes do reajuste do IOF. E a tendência é piorar: se a alta for mantida, a projeção para 2026 é de 153 dias de trabalho só para arcar com os impostos, segundo levantamento de entidades especializadas em carga tributária.
Pequenos negócios serão os mais afetados.
Com o crédito mais caro, o reflexo direto é a redução de investimentos por parte das empresas. Especialmente os pequenos negócios, que dependem de linhas de crédito para manter suas atividades, são os mais afetados. O resultado? Menos crescimento, menos empregos e aumento da informalidade.
O encarecimento das operações financeiras também deve pressionar a inflação, reduzir o poder de compra da população e dificultar o consumo — criando um ciclo de estagnação econômica.
No fim das contas, quem sente o impacto real é o cidadão comum. Com a alta do IOF e a consequente elevação da carga tributária, será preciso trabalhar mais tempo somente para manter o padrão de vida.
Isso afeta diretamente o orçamento doméstico, limita o acesso ao crédito, à educação privada, ao consumo de bens e à possibilidade de poupar ou investir.


