Da cozinha ao sertão: o talento feminino que move o empreendedorismo na Paraíba

Em diferentes cantos da Paraíba, histórias de mulheres mostram como talento, coragem e criatividade podem transformar realidades. A empreendedora Aluska Barbosa e a artesã Maria José são exemplos de como o trabalho feito à mão tem gerado renda, autoestima e impacto social no estado.

Durante a pandemia, Aluska Barbosa transformou um momento desafiador em oportunidade. Formada em Direito, ela criou a Alupast’s, marca especializada em antepastos e massas artesanais que hoje é sucesso em eventos e presentes sofisticados de João Pessoa.

“Comecei com a cara e a coragem. Fiz cursos, testei receitas e cresci passo a passo, sempre prezando pela qualidade e pelo caráter artesanal”, conta Aluska.

No sertão paraibano, a costureira Maria José lidera uma oficina de corte e costura do projeto Milagre Sertão, na comunidade de Serrote Baixo, em Algodão de Jandaíra. Lá, ela coordena um grupo de mulheres que encontram na arte da costura novas perspectivas de renda e pertencimento.

“Mais do que costurar, elas descobrem a força do próprio talento”, afirma a coordenadora.

Essas histórias se conectam ao trabalho do Programa de Artesanato da Paraíba, que há mais de 20 anos apoia o empreendedorismo feminino com capacitação, orientação e acesso ao mercado. Segundo a gestora Marielza Rodriguez, mais de 70% dos artesãos cadastrados são mulheres, muitas delas responsáveis pelo sustento da família.

“O público valoriza o artesanal porque busca o que tem identidade e história”, ressalta Marielza.

De cozinhas a ateliês, de João Pessoa ao Sertão, o feito à mão tem costurado novos destinos. As paraibanas seguem provando que empreender é também um ato de resistência, e que, com criatividade e união, é possível transformar talento em independência e inspiração.

Veja também