Eliza Virgínia alerta: “A violência contra a mulher está sendo romantizada nas músicas”

Ela fala sobre lei de sua autoria que proíbe dinheiro público para artistas que denigrem a mulher

A vereadora Eliza Virgínia utilizou suas redes sociais para fazer um forte alerta sobre a escalada da violência doméstica e a influência direta de conteúdos culturais que degradam a imagem feminina. Partindo do recente caso de agressão sofrido pela médica Raphaella Brilhante, em João Pessoa, a parlamentar destacou que comportamentos possessivos e violentos são, muitas vezes, alimentados por uma cultura de submissão e objetificação presente na música atual.

O Caso Raphaella Brilhante e os Sinais de Alerta
No vídeo, a vereadora lamenta a agressão sofrida pela médica e chama a atenção para o fato de que a violência raramente surge “do dia para o noite”. Eliza pontua que o agressor começou a dar sinais ainda na lua de mel, agindo como se tivesse “posse” sobre o corpo da esposa.

“Ninguém fica violento do dia para o outro”, afirmou a vereadora, reforçando que muitos desses sinais de violência e de domínio masculino sobre a mulher são camuflados e até incentivados por letras de músicas que hoje dominam o cenário popular.

A “Poetização” do Crime
Para Eliza Virgínia, há um problema estrutural grave: a violência está sendo “exaltada, poetizada e romantizada”. Ela critica duramente letras de funk e outros gêneros que trazem mensagens absurdas de agressão, estupro e a ideia de que vários homens podem “pegar” uma mulher.

“Está virando cultura. Os sinais de violência estão sendo camuflados e ficando ‘bonitinhos’ porque cantar essa música virou moda”, alertou a parlamentar, expressando preocupação com as futuras gerações e com o aumento das estatísticas de feminicídio.

Dinheiro Público não deve Financiar Apologia ao Crime

Como resposta prática a esse cenário, a vereadora é autora da Lei Ordinária nº 15.709/2025, que proíbe a Administração Pública Municipal de João Pessoa de utilizar dinheiro do contribuinte para contratar artistas ou patrocinar eventos que façam apologia à violência contra a mulher ou que contenham conteúdo pornográfico.

A lei veda qualquer auxílio financeiro ou veiculação em prédios públicos de shows que apresentem:

  • Músicas com letras obscenas ou de violência sexual;
  • Representações que objetifiquem a mulher de forma degradante;
  • Coreografias que reforcem estereótipos sexistas ou encenem sexo explícito.
    Com essa legislação, a vereadora busca garantir que o poder público não seja cúmplice da disseminação de uma cultura que, segundo ela, prepara o terreno para agressões reais como a sofrida pela médica Raphaella. “Eu tenho uma lei que proíbe isso aqui em João Pessoa”, finalizou, reforçando o compromisso com a proteção da dignidade feminina

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