A exoneração aconteceu após vir à tona que as funcionárias exerciam outras atividades paralelas, o que colocava em dúvida a dedicação exigida aos cargos que ocupavam no gabinete parlamentar em Brasília.
Duas funcionárias comissionadas do gabinete do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) foram exoneradas após denúncias de acúmulo de cargos e indícios de não cumprimento da jornada de trabalho exigida na Câmara dos Deputados. O caso ganhou destaque na imprensa e levanta novamente o debate sobre o uso de cargos públicos para favorecimento político e pessoal.
As exoneradas eram consideradas funcionárias ‘fantasma’, um termo usado quando há incompatibilidade entre o salário público recebido e a rotina oficial de trabalho.
Conheça quem são as exoneradas:
Gabriela Pagidis
Ocupava o cargo de secretária parlamentar, com jornada de 40 horas semanais na Câmara.
Ao mesmo tempo, atuava como fisioterapeuta em clínicas particulares em Brasília. As clínicas confirmaram a atuação da profissional em horários coincidentes com o expediente público.
A incompatibilidade entre os trabalhos foi considerada grave e comprometedora para a função pública.
Monique Magno
Também nomeada como secretária parlamentar, com carga horária de 40 horas semanais. Paralelamente, exerce o cargo de assistente social na Prefeitura de João Pessoa, com jornada de 30 horas semanais.
A soma das cargas horárias ultrapassava 70 horas semanais, o que levanta suspeita sobre a real possibilidade de cumprimento das obrigações nos dois cargos públicos.
Além disso, servidores municipais não podem, em regra, acumular cargos comissionados no Congresso, salvo exceções previstas em lei.


