Ele afirma ter apresentado ao menos cinco Projetos de Lei voltados à proteção, capacitação e tratamento humanizado desse público.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o deputado estadual Wallber Virgolino fez duras críticas ao que classificou como negligência dos entes públicos — federal, estadual e municipal — em relação à assistência às pessoas com transtornos mentais na Paraíba.
O parlamentar afirmou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através de resolução, determinou o fechamento de diversos hospitais psiquiátricos no país, medida que também atingiu unidades no estado. Segundo ele, a desassistência se agravou, e o poder público tem ignorado a gravidade da situação.
Virgolino relembrou que convocou uma sessão especial na Assembleia Legislativa para discutir o tema, mas, segundo ele, nenhuma autoridade governamental compareceu:
“Para quem não sabe, o CNJ fechou os hospitais psiquiátricos. Aqui na Paraíba, alguns foram fechados. Eu convoquei uma sessão especial e não veio ninguém. Chamamos autoridades do Governo do Estado e da Prefeitura, e ninguém apareceu. Apenas alguns médicos psiquiatras compareceram.”
O deputado destacou que, há anos, observa o que considera uma situação degradante no atendimento às pessoas com transtornos mentais. Ele afirma ter apresentado ao menos cinco Projetos de Lei voltados à proteção, capacitação e tratamento humanizado desse público. Entre eles:
• Internação Humanizada (2024)
• Capacitação de Servidores para Reconhecimento de Transtornos Mentais (2025)
• Capacitação para Familiares de Pessoas com Transtornos Mentais (2025)
• Carteira Estadual da Pessoa com Esquizofrenia (2025)
• Programa Estadual de Acompanhamento Integral da Pessoa com Esquizofrenia (2025)
Apesar disso, segundo ele, nenhum dos projetos foi aprovado.
“Nenhum dos meus projetos passou. Minha parte eu fiz. Mas, infelizmente, o CNJ, o Governo Federal, o Governo do Estado e a Prefeitura têm atrapalhado e são omissos.” — afirmou.
Ao final, o deputado reforçou sua indignação:
“Ora pecam por desconhecimento, ora pecam por irresponsabilidade mesmo.”
As declarações chamam atenção para a necessidade de um debate mais aprofundado sobre políticas públicas de saúde mental, especialmente em um cenário em que famílias, profissionais e instituições relatam fragilidades crescentes na rede de atendimento.


