Organizadora de visita de Lula à Favela do Moinho é ligada a ONG com histórico associado ao PCC, extorsão e lavagem de dinheiro

Alessandra foi condenada por homicídio em 2005 e é irmã de “Léo do Moinho”, apontado como liderança do tráfico local e ligado diretamente ao PCC

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Favela do Moinho, em São Paulo, voltou a gerar polêmica após vir à tona que a agenda foi organizada pela Associação da Comunidade do Moinho, presidida por Alessandra Moja Cunha. A entidade é alvo de investigações que a relacionam ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que domina o tráfico na região.

De acordo com relatórios do Ministério Público de São Paulo, o Moinho é considerado um verdadeiro quartel-general do PCC. Operações anteriores apontaram que a associação presidida por Alessandra teria sido usada como ponto de apoio para armazenamento de drogas e manutenção das atividades do grupo criminoso.

A situação ganha ainda mais repercussão pelo histórico da própria dirigente. Alessandra foi condenada por homicídio em 2005 e é irmã de Leonardo Monteiro Moja, conhecido como “Léo do Moinho”, apontado como liderança do tráfico local e ligado diretamente ao PCC.

Alessandra Moja foi acusada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) de comandar o tráfico de drogas e extorsões na Favela do Moinho. Ela e sua filha são alvos de mandados de prisão.

Alessandra foi presa na operação “Sharpe”, alvo do Gaeco. A operação aponta sua atuação central em um esquema que envolvia tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e extorsão a moradores, especialmente de famílias que firmaram acordo com o governo para deixarem a favela.

O episódio levanta questionamentos sobre os critérios de organização das agendas presidenciais em comunidades dominadas por facções, especialmente em áreas já classificadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) como zonas de influência direta do PCC.

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