Programa Mais Médicos: repasses a Cuba implicam em sanções dos EUA

Documentos revelam detalhes do repasse financeiro e EUA reagem: Brasil financiou a ditadura cubana

Em 2018, o Jornal Nacional divulgou documentos que expõem o acordo entre o governo brasileiro, então liderado por Dilma Rousseff, e Cuba para a implementação do programa Mais Médicos. Segundo os registros, medidas de preparação para a missão já estavam em curso no interior do governo cubano antes mesmo da oficialização do programa, demonstrando o planejamento estratégico de ambos os lados.

O acordo estipulava que o lado brasileiro propusesse a quantia de USD 4.000, sendo USD 3.000 destinados ao governo cubano e USD 1.000 ao médico que atuaria no Brasil. Essa divisão financeira sempre gerou polêmica sobre a transparência e legalidade do programa.

Mais recentemente, o programa voltou à pauta internacional quando os Estados Unidos sancionaram um secretário do Ministério da Saúde brasileiro, apontando que a intermediação da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) teria permitido implementar o programa sem cumprir requisitos constitucionais brasileiros, além de contornar sanções norte-americanas contra Cuba. A denúncia foi feita pelo chefe da diplomacia americana, Marco Rubio. Ele alega que esta negociação pode ter ajudado a financiar ditadura cubana.

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